Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

PRANCHA

Ilustração — PRANCHA

O poema “PRANCHA” nos conduz a uma delicada metáfora entre amor, liberdade e sintonia. Ao transformar a relação entre surfista e prancha em um encontro quase afetivo, o texto revela um vínculo de confiança, equilíbrio e cumplicidade. Entre ondas e movimentos, a prancha deixa de ser objeto e ganha vida — torna-se companheira, parceira de dança sobre o mar. Há beleza na condução, mas também na entrega: uma liberdade que, paradoxalmente, nasce da conexão entre ambos. Mais do que descrever o surf, “PRANCHA” celebra a harmonia perfeita entre ser humano e natureza — um instante em que técnica, sensibilidade e emoção se unem, transformando o mar em poesia viva.

Debaixo do braço
em compasso,
passeia ela e amante.
É par que em constantes ondas
se falam versos de amor.
Sempre bem produzida
e conduzida em carinhos
sua branca pele irradia
a pureza de condição.
Atada ao pé do escolhido
desmente sua liberdade
que em verdade evidencia
sua destreza sem par.
Mas é no dorso das ondas
que amada e amante a surfarem
revelam toda harmonia
de prancha e surfista no mar.

Declamação

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