Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

TRIÂNGULO

Ilustração — TRIÂNGULO

O poema “TRIÂNGULO”, escrevi quando Irmã Dulce e o Papa João Paulo II, se encontraram em Salvador, Bahia, diante de Cristo crucificado, nos conduz a uma atmosfera de profunda espiritualidade, onde olhares, luzes e símbolos se entrelaçam em uma experiência quase sagrada. A partir da imagem do Pai, da Mãe e do Filho, o texto constrói uma geometria simbólica que ultrapassa o humano e toca o divino. As luzes que se cruzam revelam não apenas presença, mas comunhão — um encontro entre Céu e Terra que envolve Dulce e Paulo em um campo de mistério e transcendência. Nesse cenário, o “Olho-que-tudo-vê” não observa com distância, mas se emociona, como se a própria eternidade reconhecesse a beleza desse instante. Mais do que uma composição poética, “TRIÂNGULO” é um convite à contemplação: um encontro entre fé, amor e mistério que ilumina a alma e revela a delicadeza do invisível.

De pé
um olhar do Papa
respondido intensamente por outro
de fé,
da Mama.
As Luzes se confundem,
se cruzam sob o Filho,
inundam o Triângulo.
E tanto Mistério
entre Céu e Terra
envolvendo
Dulce e Paulo
faz o Olho-que-tudo-vê
chorar.

Declamação

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