Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

TALIDOMIDA

Ilustração — TALIDOMIDA

O poema “TALIDOMIDA” nos apresenta uma poderosa metáfora sobre a degradação da Terra e as consequências das ações humanas. Ao associar o planeta à figura de uma mãe que sofre, o texto transforma a crise ambiental em uma dor íntima, quase corporal. As imagens são fortes e inquietantes: florestas destruídas, mares poluídos, ar comprometido e um solo que já não gera vida. A Terra, antes promessa de fertilidade e abundância, torna-se um corpo ferido — marcado por doenças, incapaz de renovar-se. Ao evocar a talidomida, símbolo histórico de deformação e tragédia, o poema intensifica sua denúncia: a própria humanidade parece ter envenenado a origem da vida. Mais do que um alerta ecológico, “TALIDOMIDA” é um chamado à consciência — um convite urgente para repensarmos nosso papel diante do futuro do planeta.

Terra-Mãe
de florestas destruídas
mares poluídos
ar comprometido
e solo sem produção.
Terra Prometida
de humanidade em extinção
pele de ozônio doente
manchas no colo ardente
onde nada mais engravida.
A Mãe da Terra
sorveu Talidomida.

Declamação

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