FÓRCEPS

FÓRCEPS nasceu de um desejo radical de ruptura e renascimento. No poema, expresso a vontade de ser arrancado à fórceps do útero deste mundo — um mundo que dói, pesa e cansa — para renascer criança na eternidade. É uma imagem forte, quase violenta, mas profundamente esperançosa: a dor como passagem, o fim como novo começo. FÓRCEPS fala da exaustão da matéria e da ânsia pela inocência plena do eterno.
Quero fazer um pacto com a morte... Selar minha própria sorte num ato de desespero. E a fórceps... Arrancar o feto deste útero terrestre. Mergulhado em frustrações, desilusões... Prisão sem esperança, premente de opções... E de verdade... Voltar a ser criança... Na Eternidade. Voltar a ser criança... Na Eternidade. Na Eternidade...
Declamação
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