Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Estrelas no Mar

Poema

FÓRCEPS

Ilustração — FÓRCEPS

FÓRCEPS nasceu de um desejo radical de ruptura e renascimento. No poema, expresso a vontade de ser arrancado à fórceps do útero deste mundo — um mundo que dói, pesa e cansa — para renascer criança na eternidade. É uma imagem forte, quase violenta, mas profundamente esperançosa: a dor como passagem, o fim como novo começo. FÓRCEPS fala da exaustão da matéria e da ânsia pela inocência plena do eterno.

Quero fazer um pacto
com a morte...
Selar minha própria sorte
num ato de desespero.

E a fórceps...
Arrancar o feto
deste útero terrestre.
Mergulhado em frustrações,
desilusões...

Prisão sem esperança,
premente de opções...
E de verdade...

Voltar a ser criança...
Na Eternidade.
Voltar a ser criança...
Na Eternidade.

Na Eternidade...

Declamação

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