NUNCA MAIS

NUNCA MAIS nasceu da dor silenciosa de uma ausência imposta. É um poema que expressa o sentimento profundo de não poder retornar à minha Loja Maçônica, após ter que me afastar por motivo de força maior. Nele, falo do rompimento não desejado, da saudade do convívio, dos rituais, dos irmãos e de tudo aquilo que um dia foi presença viva. NUNCA MAIS é a voz de quem honra o passado, respeita o destino e transforma a perda em palavra.
Nunca mais o trânsito horário sob celeste abóbada, ante olhar constante do Olho Que Tudo Vê. É demais a saudade de quase tudo, do mudo som das colunas, das espumas do mar de bronze e dos sagrados rituais. Sempre mais... pede o coração a presença daqueles cuja ausência equivale a perder irmãos e as mãos que trocaram sinais. Nunca mais o Altar de três Luzes, o Oriente a alcançar, o lapidar da pedra em busca da perfeição. Dizer “nunca mais” é pura lucubração... É demais para quem quer sempre ser... um buscador da Luz, o nunca mais.
Declamação
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