SENSÍVEL

SENSÍVEL nasce dos meus medos mais profundos — o medo da perda, da ausência, do que não posso controlar. É um poema escrito quando a fragilidade se impõe e nos torna ainda mais atentos à vida. Nesse estado de sensibilidade extrema, resta apenas a entrega: colocar tudo nas mãos de Deus, reconhecendo que a fé, muitas vezes, é o único abrigo possível diante da incerteza.
Estou sensível... Posso perder o emprego. Posso ficar doente. Posso ser assaltado... Estou ficando carente... Estou ficando assustado. Estou sensível. Posso perder meus filhos... Posso perder meu conforto. Posso ser assassinado. Estou ficando sem porto... Estou ficando angustiado. Estou sensível... Posso perder amigos... Posso perder o trono. Posso ser atropelado. Estou ficando sem sono... Estou ficando amargurado. Estou sensível. Posso perder o ano. Posso perder a euforia. Posso perder o tino... Estou ficando sem alegria. Estou ficando sem destino. Estou sensível... Posso perder amores... Posso perder a inspiração. Posso perder a calma. Estou ficando sem coração... Estou ficando sem alma. Estou sensível... Posso perder a Paz... Posso perder a corrida... Estou ficando nas mãos... De Deus... Que me deu a Vida.
Declamação
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