Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Estrelas no Mar

Poema

VACA AMARELA

Ilustração — VACA AMARELA

VACA AMARELA nasceu de uma brincadeira antiga da infância, daquelas cantigas usadas pelas crianças para provocar, incentivar ou desafiar os colegas a cumprir alguma tarefa — “vaca amarela, pulou a janela…”. No poema, essa lembrança lúdica é reinventada com humor e afeto. Como professor e sonhador, não me alimento de esterco: absorvo o néctar de mil vidas que dizem “belas” — a riqueza humana, sensível e transformadora dos meus alunos. VACA AMARELA é uma celebração da leveza, da imaginação e do sentido profundo de educar.

Vaca amarela...
Pulou a janela.
Quem falar primeiro...

E eu, professor e poeta...
Financeiramente falando,
como todo o esterco dela.

Vaca amarela...
Pulou a janela.
Quem falar primeiro...

E eu, poeta e professor...
Humanamente falando,
com sacrifícios...
Fiz encher minha panela.

E, como a vaca amarela,
unicórnios e gazelas
saltaram arco-íris de aquarelas.

E eu, professor e poeta,
poeticamente sonhando...
Sorvi todo o néctar
de mil vidas que fiz belas.

De mil vidas que fiz belas!
Vaca amarela...

Declamação

Vídeo

Entre para reagir.

Comentários (0)

Entre ou crie sua conta para comentar.

Seja o primeiro a comentar.