CARREATA

No poema “Carreata”, a cena política cotidiana transforma-se em reflexão sobre o distanciamento entre promessas e realidade. Entre ruas, bares, janelas e favelas, o povo passa e observa — às vezes atento, às vezes indiferente — o espetáculo eleitoral que invade o cotidiano. O candidato acena, a câmera registra, mas a emoção rareia e o interesse se dissolve após o fim das eleições. Com ironia sutil e olhar crítico, o poema revela a efemeridade das campanhas e a silenciosa descrença que percorre as ruas, lembrando que a verdadeira participação popular vai além do instante passageiro da propaganda.
No ritmo da carreata o povo passa sofrido andando de janelas deslizando em ruas dirigindo bares navegando favelas e acena ou não para o espectador candidato que, ao vê-lo passar, sem emoções, num programa eleitoral ao vivo, desliga a televisão após as eleições.
Declamação
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