LAGOA

No poema LAGOA, a simplicidade da cena — patinhos sobre a água — transforma-se em metáfora da liberdade. Entre tantos que permanecem no conforto da lagoa, um ousa romper o limite, sair do pó e seguir o curso do rio. É a história do espírito inquieto que prefere a correnteza ao repouso, o risco à acomodação. Na solidão da própria escolha, ele descobre a beleza dos que são livres — reis de si mesmos, ainda que incompreendidos. LAGOA fala de coragem, de destino e da nobreza invisível de quem decide voar.
Um patinho na lagoa. Dois patinhos na lagoa. Três, quatro, dez patinhos na lagoa. Chega a vez, ecoa a voz da liberdade, um audacioso sai do pó. Dono de sua vontade, voa o patinho para o rio. E só, na correnteza, sente a beleza dos espíritos livres. E faz-se um Rei que nunca serei, com certeza..
Declamação
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