OBJETIVO

No poema OBJETIVO, o rio torna-se espelho da condição humana. Sereno, persistente e fiel ao seu rumo, ele enfrenta trechos sombrios, contorna obstáculos e segue, sem lamento, até encontrar o mar — seu destino inevitável. Enquanto a natureza cumpre seu curso com paciência e sabedoria silenciosa, o homem hesita, perde-se, impacienta-se. O rio sabe que chegará. Nós, não. OBJETIVO é uma reflexão sobre propósito, perseverança e fé no percurso. Uma pergunta sutil ecoa entre as margens: teremos nós a mesma constância das águas?
O rio de águas plácidas e límpidas percorre em calmo leito o destino. Produz em seu caminho ondas tímidas e brinca entre as margens qual menino. O rio que tem um rumo definido vive em alguns momentos negra senda mas logo tem seu leito enriquecido com alvo espumar de branca renda. O rio às vezes é interrompido mas sabe contornar, sem um gemido, chegando ao mar, ao seu objetivo. Mas eu, simples mortal, que sobrevivo, perdendo a paciência sem motivo, não sei se chegarei ao pretendido.
Declamação
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