OLÍMPICA

No poema OLÍMPICA, a chama que ilumina também questiona. O espírito que une povos e suspende guerras por instantes revela, ao mesmo tempo, a fragilidade de nossas permanentes divisões. Entre medalhas de ouro, prata e bronze, vibra a ilusão de um mundo perfeito — organizado, justo, harmonizado. Mas sob o brilho das arenas e o fervor das nações, permanece a realidade falha. A chama que encanta também consome. O espírito que une é passageiro. A medalha que consagra é efêmera. OLÍMPICA é reflexão e desvelamento: celebra a grandeza do ideal humano, mas não fecha os olhos para suas contradições. É o espetáculo da esperança confrontado com a verdade do mundo.
Que chama é essa, Olímpica, que queima esperanças, alegrias, sonhos e fantasias? Que espírito é esse, Olímpico, que une inimigos, nações, povos e corações? Que momento é esse, Olímpico, que marca épocas, fatos, nomes e atos? Que medalha é essa, Olímpica, que vale bronze, ouro, prata, enfim um tesouro? Que chama! Que espírito! Que medalha! Que mundo de ilusão! Perfeita atualidade da realidade falha!!!
Declamação
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