Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Mosaico

Poema

OLÍMPICA

Ilustração — OLÍMPICA

No poema OLÍMPICA, a chama que ilumina também questiona. O espírito que une povos e suspende guerras por instantes revela, ao mesmo tempo, a fragilidade de nossas permanentes divisões. Entre medalhas de ouro, prata e bronze, vibra a ilusão de um mundo perfeito — organizado, justo, harmonizado. Mas sob o brilho das arenas e o fervor das nações, permanece a realidade falha. A chama que encanta também consome. O espírito que une é passageiro. A medalha que consagra é efêmera. OLÍMPICA é reflexão e desvelamento: celebra a grandeza do ideal humano, mas não fecha os olhos para suas contradições. É o espetáculo da esperança confrontado com a verdade do mundo.

Que chama é essa,
Olímpica,
que queima esperanças,
alegrias,
sonhos
e fantasias?
Que espírito é esse,
Olímpico,
que une inimigos,
nações,
povos
e corações?
Que momento é esse,
Olímpico,
que marca épocas,
fatos,
nomes
e atos?
Que medalha é essa,
Olímpica,
que vale bronze,
ouro,
prata,
enfim um tesouro?
Que chama!
Que espírito!
Que medalha!
Que mundo de ilusão!
Perfeita atualidade
da realidade falha!!!

Declamação

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