Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Mosaico

Poema

TEMPERO DA DADÁ

Ilustração — TEMPERO DA DADÁ

No poema TEMPERO DA DADÁ, o sabor vira memória e a culinária transforma-se em afeto. Entre moquecas, vatapás, bobós e mariscadas, a Bahia não é apenas cenário — é alma temperada com dendê, simpatia e calor humano. Dadá não é só cozinheira: é ponte. É o encontro entre o mar e o coração, entre o visitante que chega e o amigo que parte com saudade. Cada prato carrega história, cada tempero espalha identidade pelas ladeiras de Salvador. TEMPERO DA DADÁ é celebração da amizade que nasce à mesa, do aconchego que permanece na lembrança e do gosto que nunca se esquece. É poesia que se prova — e se guarda na alma.

Dadá, sabor maravilha
do polvo a vinagrete
e do caldo de sururu,
da simpatia baiana
com moquecas e caruru.
Dadá, sabor de tempero
do vatapá e aratu,
de filés, peixe na palha,
da Ladeira do Frei Vicente,
que por Salvador se espalha.
Dadá, sabor de sucesso
do bobó de camarão,
da mariscada e lambreta
no Pelourinho: Bahia.
Defronte ao Ilu-bata.
Dadá, sabor de aconchego
com caipirosca e cerveja.
Início de grande amizade
no coração de quem parte
sentindo prazer e saudade.

Declamação

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