Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Mosaico

Poema

TRIÂNGULO AMOROSO

Ilustração — TRIÂNGULO AMOROSO

No poema TRIÂNGULO AMOROSO, a geografia do Guarujá transforma-se em romance. Costões, pontas, praias e morro deixam de ser paisagem e tornam-se personagens que se buscam, se miram e se desejam através do Atlântico. Entre a Praia das Astúrias, a Enseada e o Morro da Campina, nasce um jogo de sedução natural — um triângulo onde mar, terra e vento conspiram em harmonia. Ondas levam recados, brisas sussurram segredos e a Serra do Mar testemunha esse amor enfeitado pela Mata Atlântica. TRIÂNGULO AMOROSO é poesia que humaniza a paisagem e revela que a natureza também ama — em silêncio, em movimento, em eterna correspondência.

Costão das Tartarugas
com Ponta das Galhetas.
Buscam-se,
olham-se
através do Atlântico
que separa ambos.
Ponta das Galhetas,
Costão das Tartarugas.
Miram-se,
atraem-se
apesar do Atlântico
que ampara ambos.
Praia das Astúrias
com Praia da Enseada.
Escondem-se,
divertem-se
e o Morro da Campina
quer brincar com ambas.
Praia da Enseada,
Praia das Astúrias.
Querem-se,
gostam-se
e o Morro da Campina
dá sua mão a ambas.
Morro e praias
em triângulo amoroso
amam-se,
exploram-se
no leito da Serra do Mar
enfeitado de Mata Atlântica.
A Ponta e o Costão
observam invejosos.
Falam-se,
correspondem-se
através das ondas revoltas
e da brisa quente do Guarujá.

Declamação

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