TRIÂNGULO AMOROSO

No poema TRIÂNGULO AMOROSO, a geografia do Guarujá transforma-se em romance. Costões, pontas, praias e morro deixam de ser paisagem e tornam-se personagens que se buscam, se miram e se desejam através do Atlântico. Entre a Praia das Astúrias, a Enseada e o Morro da Campina, nasce um jogo de sedução natural — um triângulo onde mar, terra e vento conspiram em harmonia. Ondas levam recados, brisas sussurram segredos e a Serra do Mar testemunha esse amor enfeitado pela Mata Atlântica. TRIÂNGULO AMOROSO é poesia que humaniza a paisagem e revela que a natureza também ama — em silêncio, em movimento, em eterna correspondência.
Costão das Tartarugas com Ponta das Galhetas. Buscam-se, olham-se através do Atlântico que separa ambos. Ponta das Galhetas, Costão das Tartarugas. Miram-se, atraem-se apesar do Atlântico que ampara ambos. Praia das Astúrias com Praia da Enseada. Escondem-se, divertem-se e o Morro da Campina quer brincar com ambas. Praia da Enseada, Praia das Astúrias. Querem-se, gostam-se e o Morro da Campina dá sua mão a ambas. Morro e praias em triângulo amoroso amam-se, exploram-se no leito da Serra do Mar enfeitado de Mata Atlântica. A Ponta e o Costão observam invejosos. Falam-se, correspondem-se através das ondas revoltas e da brisa quente do Guarujá.
Declamação
Vídeo