Poemas
- 01
QUERO MAR
QUERO MAR é o desejo que mora em mim. O sonho simples de viver perto do mar, onde o tempo anda descalço e a vida aprende a respirar devagar. Talvez seja lá que eu queira ficar, quando os dias começarem a se despedir.
- 02
ÚTERO DE VIDRO
Este poema nasce de uma experiência-limite da imaginação e da consciência. Coloquei-me no lugar de um feto em um tubo de ensaio, em um laboratório, e a partir dali deixei que a voz falasse. Não é sobre ciência, é sobre existência. São reflexões silenciosas de quem percebe, antes mesmo de viver, a dolorosa possibilidade de não ter vivido. Um olhar poético sobre a vida que poderia ser, sobre o tempo que talvez não chegue, e sobre a tristeza profunda de uma existência interrompida antes do primeiro respiro.
- 03
MARCANTE
MARCANTE nasceu de um instante silencioso e profundamente simbólico: a primeira menstruação - menarca - de minha filha. Diante desse marco, fui tomado por memórias e reflexões sobre tudo aquilo que remete à origem, ao início, à gênese da vida. O poema é um olhar de pai que reconhece a passagem do tempo, o florescer do feminino e a força ancestral que atravessa gerações, marcando para sempre quem somos e de onde viemos.
- 04
SENSÍVEL
SENSÍVEL nasce dos meus medos mais profundos — o medo da perda, da ausência, do que não posso controlar. É um poema escrito quando a fragilidade se impõe e nos torna ainda mais atentos à vida. Nesse estado de sensibilidade extrema, resta apenas a entrega: colocar tudo nas mãos de Deus, reconhecendo que a fé, muitas vezes, é o único abrigo possível diante da incerteza.
- 05
BUSCA
BUSCA nasceu de um instante de silêncio diante do mar. Ao observar o ir e vir das ondas, reconheci nelas o movimento dos meus próprios pensamentos — avançando, recuando, insistindo. O poema é essa reflexão contínua, esse mergulho no meu eterno buscar interior, onde cada onda revela uma pergunta e cada retorno traz um pouco mais de consciência. BUSCA é o mar como espelho da alma.
- 06
CHAMA
CHAMA nasceu como uma oração. É a proclamação íntima de como devo ser, viver e me conduzir para devolver a Deus tudo aquilo que Ele me concedeu. No poema, a chama simboliza entrega, gratidão e compromisso: arder sem consumir, iluminar sem possuir. CHAMA expressa o desejo de transformar a própria vida em resposta fiel ao dom recebido.
- 07
RISCO
RISCO nasceu de uma brincadeira cheia de desejo. No poema, imagino que os riscos da vida — perigos, erros e feridas — pudessem ser apagados como simples traços de lápis, bastando uma borracha para recomeçar. Essa imagem ingênua e ao mesmo tempo profunda revela nossa vontade humana de corrigir caminhos sem dor. RISCO é um jogo entre o sonho de apagar e a realidade de aprender com o que fica.
- 08
CRIADOR
CRIADOR nasceu de uma inquietação profunda diante do limite humano. É uma reflexão sobre o desplante do homem ao acreditar que pode ocupar o lugar de Deus, criar à sua própria imagem e reescrever o Gênesis. O poema questiona essa arrogância disfarçada de progresso e convida à humildade, lembrando que criar sem reverência pode significar perder o sentido do sagrado. CRIADOR é um chamado à consciência sobre até onde vai o poder humano — e onde ele deveria parar.
- 09
RESTO
RESTO nasceu da necessidade de despojamento. É uma reflexão sobre o que acontece quando retiramos todas as máscaras — sociais, morais, emocionais — até não sobrar mais nada além do essencial. Nesse ponto extremo, quando já não há personagens nem defesas, surge o encontro mais profundo: o reconhecimento do nosso Deus interior. RESTO fala desse silêncio final, onde o que permanece é verdade, consciência e presença.
- 10
CABEÇA
CABEÇA nasceu de uma reflexão sobre a expressão popular “ter a cabeça feita”. No poema, essa ideia ganha corpo na figura de um pintor que só reconhece o quanto a amada lhe moldou o pensamento depois de retratá-la em uma tela. Ao pintá-la, ele percebe que não foi apenas a imagem que criou, mas também a própria consciência. CABEÇA fala desse instante revelador em que a arte expõe o quanto alguém já nos habita por dentro.
- 11
VACA AMARELA
VACA AMARELA nasceu de uma brincadeira antiga da infância, daquelas cantigas usadas pelas crianças para provocar, incentivar ou desafiar os colegas a cumprir alguma tarefa — “vaca amarela, pulou a janela…”. No poema, essa lembrança lúdica é reinventada com humor e afeto. Como professor e sonhador, não me alimento de esterco: absorvo o néctar de mil vidas que dizem “belas” — a riqueza humana, sensível e transformadora dos meus alunos. VACA AMARELA é uma celebração da leveza, da imaginação e do sentido profundo de educar.
- 12
TESTE
Este poema nasceu no caminho. Em um dia de chuva, enquanto eu seguia pela estrada para Serrana, cada quilômetro carregava o peso da urgência e do medo. Meus pais haviam sofrido um acidente com seu VW azul, e o tempo parecia escorrer junto com a água no asfalto. “TESTE” reúne as reflexões que surgiram nesse trajeto — pensamentos fragmentados, imagens rápidas, silêncio e oração — quando a vida nos coloca diante da fragilidade, do amor e da possibilidade da perda.
- 13
LAÇOS
LAÇOS nasceu da minha necessidade constante de buscar objetivos na vida. Ao longo dessa caminhada, percebi que mais importante do que alcançar metas é o próprio percurso, feito de encontros, escolhas, aprendizados e vínculos que se formam pelo caminho. Este poema fala dessa descoberta: sigo buscando, não apenas pelo destino, mas pelos laços que se constroem enquanto caminho.
- 14
MORTE
MORTE nasceu da percepção de que o fim não anuncia sua chegada. No poema, a morte surge sorrateira, saindo do matagal, silenciosa e inevitável, apenas para cumprir sua missão. Não há drama nem aviso — apenas a constatação de que ela faz parte do percurso. MORTE é uma reflexão sobre essa presença discreta e absoluta, que caminha ao nosso lado e, no momento exato, revela-se.
- 15
QUEDA
QUEDA nasceu da experiência das quedas físicas — aquelas em que o corpo tropeça, cai e sente o impacto do chão. Mas, mais do que o corpo, é a consciência que desperta. Cada queda nos arranca das ilusões e nos devolve à realidade da vida, com seus limites, dores e aprendizados. Este poema fala desse instante em que o tombo deixa de ser apenas físico e se transforma em revelação.
- 16
MAÇÃ
MAÇÃ nasceu do símbolo do pecado original. O poema reflete sobre o preço da escolha, sobre a dor e a crueldade de viver afastado do Paraíso. Ao evocar a maçã, falo da perda da inocência e da consciência que condena o homem a caminhar fora do Éden, carregando desejo, culpa e saudade. MAÇÃ é uma meditação sobre aquilo que foi quebrado no instante em que o sagrado se tornou distância.
- 17
PONTE
PONTE nasceu da compreensão de que a vida se constrói em travessias. O poema reflete sobre a importância de criarmos nossos próprios caminhos, de erguermos pontes entre nós e os outros, mesmo sem garantias. Ele fala da coragem de seguir adiante sem perguntar exatamente para onde iremos, confiando mais no ato de caminhar do que no destino. PONTE é um convite ao encontro, ao risco e à escolha de atravessar.
- 18
COSMOMETRIA
COSMOMETRIA nasceu da imagem simples e reveladora de uma fresta na janela. Por ela, entra um raio de sol — e com ele, as bênçãos de Deus. Essa mesma abertura é também o ponto de partida para o homem consciente, que se projeta além de si, em direção aos mistérios do espaço cósmico. O poema une o íntimo e o infinito, mostrando que o sagrado pode habitar um feixe de luz, e que o universo começa exatamente onde o olhar se permite atravessar.
- 19
VESTES
VESTES nasceu do gesto ancestral do lamento. É a expressão do desejo de rasgar as próprias vestes e cobrir a cabeça de cinzas diante dos sofrimentos da vida, submerso na escuridão e na dor. Mas o poema não permanece no abismo: nele, quando tudo parece perdido, Deus intervém e me reveste com sua misericórdia. VESTES é a travessia da aflição para o amparo, da nudez da alma ao cuidado divino.
- 20
ONDAS
ONDAS nasceu da observação do mar em fúria. No movimento raivoso das águas, nos lábios espumantes das ondas que avançam e recuam sem descanso, reconheci o espelho dos meus próprios desejos. O poema traça essa comparação intensa entre a natureza em ebulição e o impulso interior que me conduz à amada. ONDAS é a metáfora do desejo como força natural — indomável, rítmica e profundamente humana.
- 21
PARADOXO
PARADOXO nasceu da constatação dos contrastes que nos definem. Diante do universo, somos pequenos e quase invisíveis; diante dos micro-organismos, somos imensos. E, ao mergulharmos no nosso interior mais íntimo, tocamos algo que se aproxima do divino. O poema reflete sobre essas dimensões opostas que coexistem em nós, revelando que grandeza e pequenez não se excluem — se completam. PARADOXO é um convite à consciência desse mistério humano.
- 22
QUERO
QUERO nasceu de uma reflexão serena sobre a finitude. É um poema em que encaro a possibilidade da minha própria morte não como perda ou tristeza, mas como passagem — quase como uma celebração. Nele, a morte não assusta; ela dialoga com a vida. Ainda assim, há um desejo paradoxal e profundamente humano: o de adiar o fim, de assistir à morte da própria morte em algum outro dia. QUERO é, acima de tudo, um exercício de lucidez, aceitação e amor pela existência.
- 23
NUNCA MAIS
NUNCA MAIS nasceu da dor silenciosa de uma ausência imposta. É um poema que expressa o sentimento profundo de não poder retornar à minha Loja Maçônica, após ter que me afastar por motivo de força maior. Nele, falo do rompimento não desejado, da saudade do convívio, dos rituais, dos irmãos e de tudo aquilo que um dia foi presença viva. NUNCA MAIS é a voz de quem honra o passado, respeita o destino e transforma a perda em palavra.
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ROSA-DOS-VENTOS
ROSA-DOS-VENTOS nasceu de um sonho fantástico e surreal. Nele, surgem Pégasos e Unicórnios cruzando paisagens impossíveis, enquanto Atlântida emerge como memória mítica submersa. Entre esses cenários, os espinhos da rosa-dos-ventos apontam direções incertas, ferindo e orientando ao mesmo tempo. O poema é uma travessia pelo imaginário, onde sonho, mito e desejo se misturam, e cada rumo traz consigo encantamento e risco.
- 25
FÓRCEPS
FÓRCEPS nasceu de um desejo radical de ruptura e renascimento. No poema, expresso a vontade de ser arrancado à fórceps do útero deste mundo — um mundo que dói, pesa e cansa — para renascer criança na eternidade. É uma imagem forte, quase violenta, mas profundamente esperançosa: a dor como passagem, o fim como novo começo. FÓRCEPS fala da exaustão da matéria e da ânsia pela inocência plena do eterno.
- 26
BRINCADEIRA
BRINCADEIRA nasceu de um olhar lúdico sobre a existência. No poema, a vida é comparada a um desfile de escola de samba, em um Carnaval de Deus que gosta de brincar, criar e reinventar o mundo. Tudo acontece numa Cósmica Sapucaí, onde dor e alegria, luz e caos, ritmo e improviso se misturam. BRINCADEIRA celebra a vida como espetáculo passageiro, belo e intenso — uma grande festa divina em constante movimento.
- 27
VIGÍLIA
VIGÍLIA nasceu em um quarto simples de convento. Após um dia intenso de curso religioso, fiquei sozinho na madrugada de uma pequena cidade, em silêncio e espera. Do lado de fora, o ladrar dos cães cortava a noite, enquanto eu permanecia desperto, aguardando o amanhecer. O poema é essa suspensão do tempo, esse diálogo entre solidão, escuta e fé, quando a vigília se torna espaço de reflexão profunda e de encontro interior.
- 28
PENA
PENA nasceu de um balanço silencioso da vida. É um pensar sobre tudo o que não fiz, tudo o que não fui, mas que poderia ter sido e vivido. O poema se constrói nesse espaço entre o possível e o perdido, quando já não há mais tempo para refazer caminhos. Resta apenas a pena da caneta entre os dedos e um papel em branco à frente — sem palavras, sem versos. PENA é esse duplo sentido: a escrita que falta e o sentimento que sobra.
- 29
TRÊS PONTINHOS
TRÊS PONTINHOS nasceu de uma contemplação simbólica da criação. Assim como os maçons assinam suas obras com três pontos, o Grande Arquiteto do Universo também teria deixado sua marca no cosmos: as Três Marias. Durante esse ato grandioso de criação, entre a vastidão e o mistério, parece ter havido até certa "confusão poética", capaz de produzir estrelas-no-mar. Daí nasce também, Estrelas no Mar, título do meu livro de poemas, onde o céu e a terra se misturam como assinatura divina.
- 30
NÁUSEA
NÁUSEA nasceu da percepção crua e afetiva da vida. No poema, a existência é comparada a uma criança imprevisível: às vezes nos beija com ternura, outras vezes nos vomita no rosto, sem aviso. Entre carinho e desconforto, seguimos caminhando, aprendendo que viver é aceitar essa ambiguidade profunda — o amor e o mal-estar, o afeto e a repulsa. NÁUSEA fala dessa convivência inevitável com o excesso da vida.
- 31
CORAÇÃO
CORAÇÃO nasceu de uma brincadeira inocente. Ao ouvir ruídos e conversas dos pais, uma criança, tomada pela curiosidade e pela imaginação, fez uma pergunta tão simples quanto genial: “coração tem pernas?”. O poema se constrói a partir desse instante apoteótico, em que a lógica adulta se rende ao olhar puro da infância. CORAÇÃO celebra esse humor espontâneo, capaz de revelar verdades profundas através do riso.
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TEMPESTADE
Este poema nasceu numa manhã de férias em Mongaguá. Fui à praia em pleno temporal, e de repente tudo se tornou ameaçador: o vento, o céu pesado, as ondas turbulentas… Era como se a própria natureza chorasse, revelando sua tristeza antiga. Mas o temporal passou — como todos passam. E, quando o sol voltou, vi o mar recuperar sua poesia: o movimento eterno, a luz dançando na água, a beleza renascida depois das lágrimas do céu. Foi dessa transformação — do medo à serenidade, da sombra à luz — que nasceu o poema. Uma lembrança de que até a natureza chora… e que sempre volta a sorrir.
- 33
ATRAÇÃO FATAL
ATRAÇÃO FATAL nasceu do conflito entre o encantamento e a queda. É uma reflexão sobre como as belezas cósmicas me atraem, elevam o olhar e alimentam o sentido do infinito, enquanto a vida, paradoxalmente, me trai, conduzindo-me passo a passo em direção à morte. O poema vive dessa tensão entre fascínio e finitude, entre o desejo de ascender ao cosmos e a condição humana que nos puxa de volta ao chão. ATRAÇÃO FATAL é o encontro entre o deslumbramento e o destino.
- 34
NOME EM VÃO
NOME EM VÃO nasceu como denúncia. É um poema que confronta a hipocrisia de seres humanos que se colocam como “o caminho, a verdade e a vida”, mas cujas atitudes revelam o oposto. Ao se apropriarem do sagrado para legitimar vaidades e poderes, transformam fé em instrumento e o nome divino em discurso vazio. O poema expõe essas posturas como encarnações de blasfêmia e heresia, lembrando que o verdadeiro sagrado se reconhece mais nos atos do que nas palavras.
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MASOQUISMO
MASOQUISMO nasceu da observação incômoda das belezas inalcançáveis. É um poema sobre as “agressões” silenciosas provocadas por um mundo que exibe luxo, prazer e perfeição, mas os oferece apenas à distância — pela tela da televisão — àqueles desprovidos de posses financeiras. Diante dessa violência simbólica, resta viver como é possível, insistir na própria dignidade e seguir adiante. O poema transforma essa resistência cotidiana – assistir televisão - na única resposta possível à agressão.
- 36
ESTRADA
ESTRADA nasceu das imagens de um pesadelo: alguém caminha por uma estrada repleta de percalços, tropeços e ameaças, sem saber ao certo onde vai chegar. Ao despertar, vem a revelação inquietante — o pesadelo não ficou no sonho. A vida real também carrega seus abismos, suas dificuldades e suas estradas ásperas. O poema é esse instante de lucidez amarga, em que o sonho e a vigília se confundem, e caminhar passa a ser um ato de resistência.
- 37
GUARDA-NOTURNO
GUARDA-NOTURNO nasceu de uma escuta atenta da noite. O poema reflete sobre o papel silencioso e essencial do guarda-noturno em nossas vidas, reconhecido pelo concerto distante de seus apitos que atravessa a madrugada. Enquanto dormimos, ele vela, protege e guarda nossas noites para que possamos acordar e viver bons dias. GUARDA-NOTURNO é uma homenagem àqueles que cuidam no silêncio, sustentando a tranquilidade do mundo enquanto ele descansa.
- 38
UNIDADE
UNIDADE nasceu da consciência de pertencimento. É uma reflexão sobre como, mesmo sem perceber, somos parte da Unidade Cósmica da Vida. O mesmo Deus que habita em nós pulsa nas florestas, no ar que respiramos, nos astros e em tudo o que existe. O poema convida à percepção dessa ligação profunda e à necessidade de viver em harmonização com o Universo, reconhecendo que nada está separado — tudo é um só.
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SALVADOR SEM VOCÊ
Um poema sobre ausência, saudade e amor que permanece. SALVADOR SEM VOCÊ é uma declaração de amor à cidade da Bahia — e à pessoa amada que lhe dá sentido. Cada canto de Salvador, seus monumentos, sabores e tradições, perde a alma quando você está ausente. Um poema autoral de Antonio Carlos Tórtoro.
- 40
LÁ E AQUI
LÁ E AQUI nasceu da comparação entre dois olhares. Um se lança ao horizonte, à beira do mar, onde o infinito se abre diante dos olhos. O outro se volta para dentro, para o território íntimo onde amor, desejo, sexo e querer se encontram e se fundem para amar a amada. O poema transita entre esses dois espaços — o lá e o aqui — mostrando que a vastidão externa e a profundidade interior podem ser a mesma coisa quando o sentimento é pleno.